| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Thraupidae |
| Cabanis, 1847 | |
| Subfamília: | Thraupinae |
| Cabanis, 1847 | |
| Espécie: | P. gularis |
O cardeal-da-amazônia é uma ave passeriforme da família Thraupidae.
Seu nome significa: do (tupi) paroara = nome indígena tupi para uma pequena ave vermelho e cinza tiê-guaçu paroara; e do (latim) gularis, gula = com a garganta, gular, garganta. ⇒ (Ave) vermelho e cinza com a graganta (preta). “Cardinal d’Amérique” de Brisson (1760) (Paroaria).
Conhecido também como galo-de-campina-da-amazônia, cardeal e tangará.
Mede 16,5cm de comprimento. Não há dimorfismo sexual. Imaturo com a cabeça e partes superiores pardas, garganta canela.
P. g. gularis (Linnaeus, 1766) – Colômbia, leste do Ecuador e leste do Peru, Sul da Venezuela, Guianas e Amazônia brasileira (incluindo o Rio Negro e Rio Amazonas). Descrita acima.
P. g. cervicalis P. L. Sclater, 1862 – Nordeste da Bolivia (Pando, La Paz, Beni, Cochabamba e Santa Cruz) e Brasil (oeste do Mato Grosso). Parecida com a anterior. Entretanto, não tem o negro ao redor dos olhos.
Os cardeais são territorialistas no período de reprodução. Faz um ninho de paredes finas, em forma de xícara, sobre a água, em áreas pantanosas. Põe 2 ou 3 ovos branco-esverdeados com manchas marrons, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias.
É comum em arbustos e áreas abertas à beira de rios e lagos, poças, igarapés e em gramados próximos a cursos d'água em áreas urbanas da Amazônia, como às margens do Rio Guamá, em Belém. Vive aos pares ou em pequenos grupos familiares, freqüentemente voando baixo sobre a água ou pousado em troncos de árvores mortas.
Toda a Amazônia brasileira e também nos demais países amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.